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Belinha na Alemanha

Divagações sobre os disparates da vida e sobre essa cultura alemã que já não é totalmente um bicho de sete cabeças

Belinha na Alemanha

Divagações sobre os disparates da vida e sobre essa cultura alemã que já não é totalmente um bicho de sete cabeças

18.Abr.17

Viagens a dois

Neste fim de semana rumamos ao norte, o local escolhido para um fim-de-semana a dois era Braga, na ida ainda fizemos um desvio, entramos em Coimbra e fomos conhecer a afamada Quinta das Lágrimas.

 

A frase "vamos ao Minho" desperta sempre a criança que há em mim.

O coração fica apertado de ansiedade e o espírito dá urras de felicidade. Um misto de viver à milésima o presente embrulhado numa nostalgia de outros tempos de quando era menina a "deliciar-me" com uvas verdes roubadas de algum jardim, a enfrentar as temerosas galinhas quando ia buscar os seus adorados ovos e as maminhas com manteiga acompanhado de café e leite feito no fogão a lenha só sabem realmente bem ali.

 

Criei tantos mundos quanto a minha imaginação o pôde permitir. É um lugar encantado com cheiro próprio onde fui tão feliz.

 

E em Braga também fui, vi tantas igrejas quantas farmácias 24 horas por dia abertas. A procissão do enterro do Senhor foi uma experiência no mínimo caricata e estar nas ruas mergulhadas naquele sotaque tão ferrenho e sincero é divinal. Não gosto de Pão-de-Ló e nestes três dias marchei doses industriais deste.

 

O hotel, Villa Garden Braga, era um antigo Palacete, lindíssimo e confortável, só quero um dia puder ter uma cama de dimensões tão estupidamente grandes como aquela onde dormi. Para além disso servem um pequeno almoço de reis. E olhem que este ponto é tão importante para mim, pois se for mau é certo que fico de trombas de madrasta mal amada o resto do dia.

 

Palmeada a cidade e vistas algumas das igrejas, aproveitamos o bom tempo e demos um pulinho aterras mais a norte onde já entramos no imenso e deslumbrante Parque Nacional da Peneda-Gerês. Ali alugamos uma gaivota e molhamos os pés no rio Cávado. Já sentados na margem contemplamos a vista, tendo por companhia um nada envergonhado lagarto verde que estava, também como nós, a banhos de sol.

 

Resumindo, é certo que é para repetir mas da próxima vamos ainda um pouco mais acima, ficaremos pelo Gerês para conhecer melhor este parque e gozar de tudo o que esta reserva natural tem para oferecer.

 

É um facto científico, ir ao Minho nunca é uma má ideia.

 

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