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Belinha na Alemanha

Divagações sobre os disparates da vida e sobre essa cultura alemã que já não é totalmente um bicho de sete cabeças

Belinha na Alemanha

Divagações sobre os disparates da vida e sobre essa cultura alemã que já não é totalmente um bicho de sete cabeças

06.Mai.17

Missão Heidi nos Alpes

Ando em passeio, pegamos nas nossas trouxas e em uma hora de avião estávamos no sul da Alemanha. Mais propriamente em Estugarda de onde partiríamos para Singen. Temos família aí, duas primas maravilhosas que nos recebem com o maior dos carinhos e bondade.

 

Mas eu não vim só em passeio, vim em missão, realizar um sonho antigo da minha mãe. Arquitectei o meu plano "maquiavélico" no maior dos segredos e em complô com a minha prima seguimos em direcção ao Bodensee. A terra mágica e destino de férias predilecto dos alemães.

E com toda a razão, é um lago magnífico, e tão grande que dá de beber a três países. Alemanha, Áustria e Suíça, uma vista de perder a respiração, deixar cair o queixo e com os nossos grandes olhos tentamos guardar cada cm daquele cenário que parece não existir. 

 

O lago e a natureza envolvente já são um presente mas o melhor está para vir, e são os Alpes a pérola da coroa. Quando o céu está limpo, e o sol irradia em graça e força vislumbramos no horizonte a cordilheira, os cumes repletos de neve e somos abrangidos pela energia que aquele local emana. 

 

Este era o sonho da minha mãe, ver os Alpes. Um sonho de menina alimentado pela Heidi na qual ela se identificava e ia buscar força. Com a Heidi a minha mãe permitia-se a sonhar quando a realidade era triste e pesada de carregar nos seus magricelos ombros. Aquela menina que era órfã de ambos os pais, deixada pela tia aos cuidados do avô rezingão, tinha tudo para ser um começo de uma história triste contudo acabou por ser uma lição de perseverança, uma busca pela felicidade a todo o instante que cumula com o ser livre, e essa ideia da Heidi a correr pelas montanhas ficou na memória da minha mãe. Um dia serei assim.

E acredito que seja essa memória que ela recordou com amor quando se sentou no beiral a contemplar os Alpes. O que eu fui e onde cheguei, onde nunca pensei vir e afinal aqui estou. 

 

Foi muito bom, a nossa felicidade passa por fazer o bem, aquele bem que vem do coração, sem pedir nada em troca, no entanto, o retorno açambarca-nos sem dó e é entregue em sensações de bem-estar e plenitude. Estou bem aqui, não queria estar em mais lado nenhum, estou contigo que estás radiante e estou agradecida por este momento em que respiro felicidade. 

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