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Belinha na Alemanha

Divagações sobre os disparates da vida e sobre essa cultura alemã que já não é totalmente um bicho de sete cabeças

Belinha na Alemanha

Divagações sobre os disparates da vida e sobre essa cultura alemã que já não é totalmente um bicho de sete cabeças

30.Out.17

Isa? Não conheço, txau!

Isto de definir alcunhas a crianças tem muito que se lhe diga, tão ou mais importante que o nome próprio. Portanto, não é assunto para se decidir de cabeça quente ou em cima do joelho. Há que ponderar que aquela criança deixará de ser pirralho para ser um adulto. E essa alcunha, minha gente, vai acompanhá-lo o resto da vida. Sim, o resto da vida.

Ninguém se desmembra de uma alcunha dada assim do pé para a mão. Uma alcunha que pode assentar-lhe que nem uma luva ou uma que odeie de morte.

 

Eu falo por experiência própria, que tive a infeliz ideia de em miúda limitar-me a dizer o meu nome pela metade, achava que dava muito trabalho. Raio da miúda. Trabalho dá agora tentar que ninguém no bairro onde cresceste, inclusive os teus pais de chamarem-te Isa.

Óooo Isa. Olá Isa. Como estás Isa? Ainda pelas Alemanhas Isa? E a mãe está boa Isa? 

O som do nome arrelia-me de tal maneira que fico logo atravessada. Abomino o nome não preciso de mais argumentos, não gosto. E tentar que alguém te chame Isabel, está quieto. Eu tentei, e bastante.. mas as pessoas olham para mim com olhos de quem precisa de ser chamada para a realidade. Mas esta agora está tola? Sempre foi Isa.

Quanto aos meus pais já me resignei, nada a fazer. Porém quando conheço gente nova, pára tudo que o que eu te vou dizer é deveras importante e merecedor de nota mental registada para o futuro, o meu nome é isabel e não inventem.

 

Depois existem excepções, por exemplo, lado a lado com o Isa havia o Belinha, e este para mim era mau, mas tão mau, não tão horrível quanto Isa. Mas não lhe ficava muito atrás na escala de nomes mete-nojo que pensam que são tios, vivem em Cascais e nas avencas naquele pedaço de calhau é que se faz praia. 

Até que a conheci, e ela chamava-me de Belinha, com um carinho e amor que faz até hoje. E gradualmente a alcunha foi ganhando lugar cativo no coração. Hoje dá nome a este blog, só para verem a volta cerebral que não levei. 

Contudo o Isa não tem hipótese, é mau e pronto. Por isso resguardem-se nas invenções e pensem nos vossos filhos, e se porventura eles enveredarem por alcunhas duvidáveis cortem logo o mal pela raiz. Eles não sabem ainda mas agradecerão no futuro.

 

 

 

 

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