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Belinha na Alemanha

Divagações sobre os disparates da vida e sobre essa cultura alemã que já não é totalmente um bicho de sete cabeças

Belinha na Alemanha

Divagações sobre os disparates da vida e sobre essa cultura alemã que já não é totalmente um bicho de sete cabeças

18.Nov.17

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Se há coisas no mundo que eu não percebo é a violência contra os animais.

Não consigo encontrar o orgulho em ostentar para a fotografia um leopardo morto nos braços, ou o gozo em caçar animais indefesos, persegui-los e vê-los cair com as balas disparadas.

Uma cria ficar sem mãe, uma família a ficar sem três dos seus elementos, uma espécie em vias de extinção a transformar-se em animais míticos que se conta por aí que existiram no passado, hoje, infelizmente já não.

 

Poderá faltar-me a informação mas também não percebo como é a que caça legal ajuda a salvar uma espécie, há taxas e pagamentos, coisas que ajudam a suportar a proteção dos animais.

Contudo não consigo atinar com estes argumentos, se o povo português estiver em extinção permitamos então que uns quantos ricos ou quem pague mais que aqui venha à linda Lisboa e possa caçar por entre o arco da rua Augusta e quiçá alguns escondidos na Sé, uns quantos portugueses.

Assim mata-se a fome de caça de uns e os outros, os quase extintos que são cada vez menos, sobrevivem.

Não vos parece que caímos no lema que por um bem maior, dá vazão às atrocidades cometidas?

 

Eu falo por mim que as imagens de animais mortos, faltando partes dos corpos para os ditos troféus são macabras, são fotografias tristes e que deixam-me o coração pesado cheio de revolta por quem faz tal afronta contra a natureza, a nossa natureza.

Vocês conseguem esquecer o que viram?

Para mim é extremamente difícil, tornam-se marcos na minha memória, já não me lembro como foi o meu último dia no liceu antes de ir para a faculdade, mas lembro-me que em 2007 chacinaram uma família de gorilas, por pura malvadez, porque podiam, porque lhes deu na real gana. E assim quatro gorilas, animais lindos de grande porte que das suas mãos lembro-me das nossas, estavam estendidos em macas de folhas e paus, mortos.

 

Sei que nos países onde caçam, são países “pobres”, países em guerra, em conflito com este ou aquele, por vezes países onde facilmente se tira uma vida humana portanto a de um animal nada vale senão a sua carne.

No entanto, quanto à caça desportiva, a tal que é legal, esta é feita maioritamente em parques, reservas naturais para proteção dos animais que se possam reproduzir, algumas das reservas foram criadas com o dinheiro da caça. Dinheiro esse que também funciona de incentivo para que ditos “criadores” fomentem a reprodução das espécies, isto porque para haver caça tem que haver alvos não é mesmo?

A ironia da utilização do dinheiro da caça desportiva é irrisória e completamente inconcebível na minha cabeça.

Chegamos ao ponto em que a única opção que nos resta de salvar espécies em extinção é matar. Tão humana que é esta a solução.

 

É tradição dizem, também era queimar moças ruivas porque eram bruxas na era da inquisição, ou seja a estupidez ingenuidade não pode ser perpetuada como legado para as gerações vindouras.

Neste caso, a maldade e a crueldade estão mascaradas de boas intenções. Porque o que movimenta a caça desportiva, um luxo para os imensamente ricos, é somente só a adrenalina de perseguir e abater um animal, traduzindo para miúdos ela existe apenas pelo belo prazer egocêntrico desta raça tão distinta que é o ser-humano.

 

O que me lixa no final de toda esta história é quando medidas que foram tomadas mesmo que sendo pequenas são significativas para a diminuição deste lixo de hobbie, que não tem outro nome, são postas em causa e suspensas.

Ora bem o governo Trump em mais um dos seus lapsos de imbecilidade pretende levantar a suspensão de uma lei imposta aquando o governo Obama, que proibia levar qualquer troféu de elefantes do Zimbábue ou da Zâmbia para os EUA, com o fim de empoderar a sobrevivência do elefante africano no seu habitat natural.

Isto é atroz e serve apenas para interesses próprios, ou adivinhem lá quem é que costuma caçar elefantes lá pelas Áfricas?

Pois exacto, os filhos da peça que é presidente dos EUA.

Mas claro que tal não dizem, explicam que é para fins de preservação das espécies ameaçadas. Isto mete nojo.

 

Na América muitos já levantaram a voz contra esta medida, Ellen DeGeneres, uma assumida apaixonada por animais, defende os elefantes e acusa o actual presidente de “encorajar os americanos a matar elefantes”.

Num dos discurso do seu programa, falou sobre esta espécie e que está determinada a fazer algo contra esta suspensão, deste modo, criou uma campanha no Instagram com a imagem de um elefante e um #Bekindtoelephants.

 

O que se pode fazer se for contra a suspensão desta medida?

Pouca coisa mas pode-se começar por fazer o repost da tal imagem com o respectivo hashtag, que por cada um que é feito, a Ellen DeGeneres faz uma doação à David Sheldrick Wildlife Trust. Estão a ver a associação que cuida de elefantes orfãos, tão fofinhos com cobertores por cima do dorso? Pois, é essa mesma! Também poderão na página adoptar um orfão ou doar dinheiro para a associação.

 

Eu já fiz o repost, não sou pessoa de juntar a todas as causas e mais alguma, mas esta parte-me o coração e impele-me aderir.

Os elefantes são animais magistrais, inteligentes e carinhosos. No canal odisseia que via a toda hora quando era pequena, assisti ao luto que uma mãe elefante fez à sua cria, não arredou pé dela, não desistiu, ficou ao seu lado a chorar, só quando chorou tudo passado dias é que se foi embora.

Isto é amor, perda e tristeza, tais emoções não existem apenas entre nós, sejamos empáticos com a sua dor e defendamos os elefantes e as outras espécies da brutalidade humana.

 

 

#BeKindToElephants

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